Sobre a questão de ter ou não ter filhos

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Ao se questionar sobre ter ou não filhos, não se deve pensar se aguentaria dividir suas curtas 24 horas do dia, perder horas de sono ou abrir mão de algum evento, para cuidar de outro alguém, pois os cuidados físicos são aprendidos e, em algum momento, tornam-se fáceis de executar.
A questão de ter um filho é muito mais complexa e vai muito além dos cuidados básicos com esse ser que, entra na sua vida repentinamente.
O que realmente deve ser levado em consideração é o quanto você suportaria entrar em contato com seu verdadeiro EU constantemente.
Um filho vai mexer com seus rígidos paradigmas sobre as relações humanas.
Ele vai te fazer entrar em contato com sua fragilidade, que há muito tempo estava escondida sabe-se lá onde.
Ele te fará olhar de frente para você mesmo(a); para seus defeitos e qualidades.
Um filho te mostrará que você não é tão seguro (a), como seus funcionários ou colegas do escritório imaginam e nem é tão intelectual como pensava, pois te fará repensar o sentido da vida, com questionamentos que você jamais imaginou.
Ele te fará entender o verdadeiro significado da palavra EMPATIA e, consequentemente, a palavra RESPEITO, a ponto de compreender que a sua necessidade não é mais importante que a dele.
Ele te mostrará que não é um troféu a ser exibido para a sociedade e nem uma válvula de escape para descontar seu stress e suas frustrações diárias nele.
No final, entenderemos que o verdadeiro objetivo de um filho é nos ajudar a enfrentarmos nossos próprios desafios para nos tornarmos pessoas melhores.
A questão é: até que ponto você está preparado para enfrentar o seu EU?