O que Hollywood não nos ensinou sobre Relacionamentos

amor

Ao observar que as comédias românticas são grades sucesso de bilheteria, aparece a questão: se tantas pessoas buscam o “Happy End”, por que os relacionamentos duram tão pouco?

Eis alguns pontos para reflexão, encontrados em muitas produções na terra do Tio Sam:

  1. O amor,muitas vezes, aparece associado ao capitalismo: a conquista do outro (ou sua compra) é um dos maiores objetivos a serem atingidos para simples satisfação do ego;
  2. O amor é sempre idealizado e opõe-se à razão. Em muitos filmes, amor e impulsividade andam de mãos dadas, utilizando o sentimento para justificar ações impensadas e improdutivas;
  3. Ao se apaixonar, o personagem “entrega” sua vida nas mãos do outro: perde a individualidade e quando a relação acaba, a vida deixa de fazer sentido, ou seja, reduz uma vida inteira em busca de um(a) parceiro(a);
  4. O amor egoísta: o personagem sempre busca quais vantagens o outro tem para lhe oferecer, em outras palavras, mantenha o amor enquanto ele te trouxer satisfação e o substitua por outros que prometem ainda mais satisfação, ao passo que deveriam perguntar: o que eu tenho para oferecer para o relacionamento?

Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor de “Tempos Líquidos”, vivemos em uma época em que nada é feito para durar. Sob a menor pressão, líquidos mudam de forma rapidamente,sem dar o tempo necessário para condensar e solidificar-se.

Qualquer desconforto ou futuro sinal de sofrimento,faz com que um dos dois pule fora, ainda no início do processo da construção do vínculo.

Como estamos pautados em uma sociedade regulada por mercados consumidores, as pessoas tentam substituir a qualidade por quantidade, esquecendo que o amor não é um produto,mas uma eterna construção de laços afetivos.

Enquanto as pessoas enxergarem o amor sob da ótica do mundo capitalista e acreditarem que ele deve preencher nossos espaços vazios, os relacionamentos modernos continuarão sendo filmes de curta-metragem.